Baixar em PDF

Mostrando postagens com marcador Introdução ao Rito da iniciação Cristã de Adultos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Introdução ao Rito da iniciação Cristã de Adultos. Mostrar todas as postagens

Introdução ao Rito da iniciação Cristã de Adultos

Introdução ao Rito da iniciação Cristã de Adultos
(Resumo dos nn. 1 a 40 da Introdução ao RICA - Ritual da Iniciação Cristã de Adultos)

1.       Este Rito de iniciação cristã é destinado a adultos que, iluminados pelo Espírito Santo, ouviram o anúncio do mistério de Cristo e, conscientes e livres, procuram o Deus vivo e encetam o caminho da fé e da conversão.  Por meio dele, serão fortalecidos espiritualmente e preparados para uma frutuosa recepção dos sacramentos no templo oportuno.
2.   O Rito inclui, além da celebração dos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, todos os ritos do catecumenato.  (...) é aplicado hoje nas missões em todas as regiões e de tal modo solicitado, que o Concílio Vaticano II decretou fosse restaurado e revisto, assim como adaptado às tradições locais.

3.   (...) O Rito de iniciação apresenta em primeiro lugar uma forma completa ou comum, própria para a preparação de muitos (cf.nn.68-239), que os pastores adaptarão quando se tratar de uma só pessoa.  Para os casos especiais, apresenta-se, em seguida, uma forma simples, que se pode realizar de uma só vez (cf.nn.240-273) ou em várias celebrações (cf.nn.274-277), e outra breve, para os que se encontram em perigo de morte (cf.nn.278-294).

I – ESTRUTURA DA INICIAÇÃO DOS ADULTOS

4.   A iniciação dos catecúmenos processa-se gradativamente no seio da comunidade dos fiéis que, refletindo com os catecúmenos sobre a excelência do mistério pascal e renovando sua própria conversão, os induzem pelo seu exemplo a obedecer com maior generosidade aos apelos do Espírito Santo.

5.   O Rito de iniciação se adapta ao itinerário espiritual dos adultos que varia segundo a multiforme graça de Deus, a livre cooperação dos mesmos, a ação da Igreja e as circunstâncias de tempo e lugar.

6.   Nesse itinerário, (...) há “etapas” ou passos, pelos quais o catecúmeno, ao caminhar, como que atravessa uma porta ou sobe um degrau.

a)      Verifica-se a primeira etapa quando, aproximando-se de uma conversão inicial, quer tornar-se cristão e é recebido como catecúmeno pela Igreja.

b)      A segunda, quando, já introduzido na fé e estando a terminar o catecumenato, é admitido a uma preparação mais intensiva para os sacramentos.

c)       A terceira quando, concluída a preparação espiritual, recebe os sacramentos de iniciação cristã.

*    Essas etapas devem ser considerados momentos fortes ou mais densos da iniciação.  Essas etapas são marcadas por três ritos Pitúrgicos: pelo rito de instituição dos catecúmenos: pela eleição: pela celebração dos sacramentos.

7.   As etapas conduzem aos “tempos” de informação e amadurecimento ou são por eles preparadas;

a)      O primeiro tempo – é consagrado à evangelização e ao “pré-catecumenato”, encerrando-se com o ingresso na ordem dos catecúmenos.

b)      O segundo tempo – é dedicado à catequese e aos ritos anexos, terminando no dia da eleição.

c)       O terceiro tempo – é assinalado pela purificação e pela iluminação.  Coincide com a preparação quaresmal para as solenidades pascais e os sacramentos.

d)      O último tempo, que dura todo o período pascal, é consagrado à “mistagogia”, isto é, à aquisição de experiências e de resultados positivos, assim como ao aprofundamento das relações com a comunidade dos fiéis.

São, portanto, quatro os tempos sucessivos: o de “pré-catecumenato” caracterizado pela primeira evangelização; o do “catecumenato”, destinado à catequese completa;  o da “purificação e iluminação”, destinado a mais intensa preparação espiritual;  e o da “mistagogia”, assinalado pela nova experiência dos sacramentos e da comunidade.

8.   Como a iniciação cristã é a primeira participação sacramental na morte e ressurreição de Cristo, e o tempo da purificação e iluminação ocorre habitualmente na Quaresma e a “mistagogia”, no tempo pascal, toda a iniciação deve ter caráter pascal.  Por esse motivo, tenha a Quaresma absoluta primazia para a mais intensa preparação dos eleitos e seja a Vigília Pascal considerada como o tempo próprio para a iniciação nos sacramentos.

A – A EVANGELIZAÇÃO E O “PRÉ-CATECUMENATO”

9.   (...) o “pré-catecumenato” é o tempo da evangelização em que, com firmeza e confiança, se anuncia o Deus vivo e Jesus Cristo, enviado por ele para a salvação de todos, a fim de que os não-cristãos, cujo coração é aberto pelo /espírito Santo, creiam e se convertam livremente ao Senhor, (...)

10.  Da evangelização realizada com o auxílio de Deus brotam a fé e a conversão inicial, (...)  A essa evangelização é dedicado todo o tempo do pré-catecumenato, para que se amadureça a vontade sincera de seguir o Cristo e pedir o Batismo.

11.  Faça-se, pois, durante este tempo, por meio dos catequistas, diáconos e sacerdotes ou mesmo leigos, uma conveniente explanação do Evangelho aos candidatos. (...)  Cooperando com a graça divina, se integrem mais facilmente nas famílias e grupos cristãos.

12.  Cabe às Conferências dos Bispos, (...), estabelecer, se for o caso e de acordo com as circunstâncias, o primeiro modo de receber os “simpatizantes”, (...)

1)      Neste acolhimento, (...) o “simpatizante” não manifesta ainda sua fé, mas somente sua reta intenção.

2)      Realiza-se esse acolhimento segundo as condições e conveniências locais.(...)

3)      Far-se-á o acolhimento em alguma reunião ou encontro local, (...)  Apresentado por um amigo, o “simpatizante” é saudado e recebido, com palavras espontâneas, pelo sacerdote ou algum membro designado pela comunidade.

13.  Durante o tempo do “pré-catecumenato”, os pastores devem promover orações especiais pelos “simpatizantes”.

B – O CATECUMENATO

14.  É de suma importância o rito de “instituição dos catecúmenos”, porque os candidatos reunidos publicamente pela primeira vez, manifestam suas intenções à Igreja enquanto esta, no exercício de seu múnus apostólico, acolhe os que pretendem tornar-se seus membros.

15.  Para esse primeiro passo, requer-se que os candidatos já possuam os rudimentos da vida espiritual e os fundamentos da doutrina cristã, a saber: a fé inicial adquirida no tempo do “pré-catecumenato”, (...)  já tenham, portanto, certa idéia da conversão, o costume de rezar e invocar a Deus, e alguma experiência da comunidade e do espírito dos cristãos.

16.  Cabe aos pastores, auxiliados pelos introdutores (cl.n.42), catequistas e diáconos, julgar dos sinais externos dessas disposições. (...)  considerando o valor dos sacramentos já recebidos validamente (cf. Introdução Geral, n.4), tomar precauções para impedir que uma pessoa já batizada queira receber de novo o Batismo.

17.  Depois da celebração do Rito, sejam oportunamente anotados em livro próprio os nomes dos catecúmenos, com a indicação do ministro, dos introdutores e dia e lugar da admissão.

18.  Desde então os catecúmenos, cercados pelo amor e a proteção da Mãe Igreja como pertencendo aos seus e unidos a ela, já fazem parte da família de Cristo:  são alimentados pela Igreja com a Palavra de Deus e incentivados por atos litúrgicos.  (...)  Quando se casam, se o noivo e a noiva forem catecúmenos, ou apenas um deles e a outra parte não foi batizada, será usado o rito próprio (cf. Introdução Geral, n.10,2).  Se falecerem durante o catecumenato, realizam-se exéquias cristãs.

19.  O catecumenato é um espaço de tempo em que os candidatos recebem formação exercitam-se praticamente na vida cristã.(...)

Chega-se a esse resultado por quatro meios:

1)      A catequese, ministrada pelos sacerdotes, diáconos ou catequistas e outros leigos, (...) relacionada com o ano litúrgico e apoiada nas celebrações da Palavra, leva os catecúmenos não só ao conhecimento dos dogmas e preceitos como à íntima percepção do mistério da salvação de que desejam participar.

2)      Familiarizados com a prática da vida cristã, ajudados pelo exemplo e pelas contribuições dos introdutores e dos padrinhos e mesmo de toda a comunidade dos fiéis, acostumam-se a orar mais facilmente, dar testemunho da fé, guardar em tudo a esperança de Cristo, seguir na vida as inspirações de Deus e praticar a caridade para com o próximo, até a renúncia de si mesmos.  Assim formados, (...) passam do velho homem para o novo, que tem sua perfeição em Cristo.(...)

3)      Ajudados em sua caminhada pela Mãe Igreja, através dos Ritos Litúrgicos apropriados, (...)  Promovem-se para eles celebrações da Palavra e lhes é proporcionado o acesso à liturgia Palavra junto com os fiéis.

...)  Habitualmente, porém, quando comparecerem à reunião dos fiéis, devem ser delicadamente despedidos antes do início da Celebração Eucarística, (...)  pois precisam esperar o batismo.(...)

4)      Sendo apostólica a vida da Igreja, aprendam também os catecúmenos, pelo testemunho da vida e pela profissão da fé, a cooperar ativamente para a evangelização e edificação da Igreja.

20.  Compete ao Bispo determinar o tempo e a disciplina do catecumenato.(...)  A duração do tempo do catecumenato não só depende da graça de Deus como das diversas circunstâncias.

C – O TEMPO DA PURIFICAÇÃO E ILUMINAÇÃO

21.  O tempo da purificação e iluminação dos catecúmenos é normalmente a QUARESMA.(...)  a QUARESMA renova a comunidade dos fiéis juntamente com os catecúmenos e os dispõe para a celebração do mistério pascal, ao qual os sacramentos de iniciação associam cada um.

22.  A segunda etapa da iniciação dá início ao tempo da purificação e iluminação, consagrado a preparar mais intensamente o espírito e o coração.  Nessa etapa, a Igreja procede à “eleição” ou seleção.(...)  Denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno baseada na eleição de Deus, em cujo nome ela age.  Chama-se, também “inscrição dos nomes” porque os candidatos, em penhor de sua fidelidade, inscrevem seus nomes no registro dos eleitos.

23.  Antes de celebrar a “eleição”, requerer da parte dos catecúmenos conversão de mentalidade e costumes, suficiente conhecimento da doutrina cristã, senso da fé e da caridade.

(...) Vê-se assim que a eleição, feita com tanta solenidade, é o ponto capital de todo o catecumenato.

24.  A partir do dia de sua “eleição” e admissão, os candidatos são chamados “eleitos”.(...)  Chamam-se ainda “iluminados” porque o batismo é denominado “iluminação” e através dele os neófitos são inundados pela luz da fé.(...)

25.  Nesse tempo, a intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, procura purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência e pela penitência, e ilumina-los por um conhecimento mais profundo de Cristo, nosso Salvador.  Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios e das entregas.

1)      Os ESCRUTÍNIOS, solenemente celebrados aos domingos,(...) os ESCRUTÍNIOS estão portanto, orientados para libertar do pecado e do demônio e confirmam no Cristo, que é  o CAMINHO, a VERDADE e a vida dos eleitos.

2)      As ENTREGAS, pelas quais a Igreja confia aos eleitos os antiqüíssimos documentos da fé e da oração, isto é, o Símbolo e a Oração do Senhor, visam à sua iluminação.(...)

No Símbolo, (...) o olhar dos catecúmenos se enche de fé e alegria.  Na Oração do Senhor, percebem melhor o novo espírito de filhos pelo qual, sobretudo na reunião eucarística, darão a Deus o nome de Pai.

26.  Em vista da preparação imediata para os sacramentos:
      1 – Exortem-se os eleitos a deixar no Sábado Santo, seus trabalhos habituais, reservar tempo para a oração e recolhimento e jejuar na medida de suas forças.

      2 – No mesmo dia, se houver alguma reunião dos eleitos, podem ser realizados certos ritos de preparação imediata, como: a recitação do Símbolo, o “Éfeta”, a escolha do nome cristão e, se for o caso, a unção com o óleo dos catecúmenos.


D – A INICIAÇÃO NOS SACRAMENTOS

27.  Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia constituem a última etapa.  Os eleitos, tendo recebido o perdão dos pecados, são incorporados ao povo de Deus, tornam-se seus filhos adotivos, são introduzidos pelo Espírito Santo na prometida plenitude dos tempos e ainda, pelo sacrifício e refeição eucarística, antegozam do Reino de Deus.

a)      Celebração do Batismo de Adultos

28.  A celebração do Batismo,(...) é preparada pela bênção da água e profissão de fé, intimamente ligada ao rito da água.

29.  (...), por essa bênção, na qual se lembra o mistério pascal e a escolha da água para operá-lo sacramentalmente, e a Santíssima Trindade já é invocada pela primeira vez, a criatura água recebe um sentido religioso, e o mistério de Deus, já iniciado, é publicamente proclamado.

30.  Pelos ritos da renúncia e da profissão de fé, esse mistério pascal,(...) é proclamado pela fé ativa dos batizados.(...)  A fé, cujo sacramento recebem, não é apenas própria da Igreja, mas também deles, em quem se espera que ela seja operante.(...)

31.  Depois de terem professado com viva fé o mistério pascal de Cristo, os batizandos aproximam-se e recebem esse mistério expresso pela ablução da água:  tendo confessado a Santíssima Trindade, é a própria Trindade, invocada pelo celebrante, que opera, incluindo seus eleitos entre os filhos da adoção e agregando-os a seu povo.

32.  Por esse motivo a ablução, significando a mística participação na morte e ressurreição de Cristo, pela qual os que crêem em seu nome morrem para o pecado e ressurgem para a vida eterna, deve conservar toda a sua importância na celebração do Batismo.(...  Se compreenda melhor que essa ablução não é um simples rito de purificação, mas o sacramento da união com Cristo.

33.  A unção da crisma depois do Batismo significa o sacerdócio  real dos batizados e sua integração no povo de Deus.

-  A veste branca é o símbolo de sua dignidade.

-  A vela acesa mostra sua vocação de viver como convém aos filhos da luz.

b) Celebração da Confirmação de Adultos

34.  Conforme antiqüíssimo uso da Liturgia Romana, o adulto não é batizado sem receber a Confirmação imediatamente depois do Batismo,(...)  esta conexão exprime a unidade do mistério pascal, a relação entre a missão do Filho e a efusão do Espírito Santo e o anexo entre os sacramentos, pelos quais ambas as Pessoas Divinas vêm com o Pai àquele que foi batizado.
35.  Depois dos ritos complementares, omite-se a unção depois do Batismo (n.224) e confere-se a CONFIRMAÇÃO.


c) A primeira participação eucarística dos neófitos.
36.  Celebra-se por fim a Eucaristia.  Nesse dia os neófitos, de pleno direito, dela participam pela primeira vez, consumando a sua iniciação.(...)  Com toda a comunidade tornam-se participantes da ação sacrifical e recitam a Oração do Senhor, manifestando o espírito de adoção de Filhos recebido no Batismo.  Comungando do Corpo que nos foi dado e do Sangue derramado por nós, confirmam os dons recebidos e antegozam dos eternos.
E – O TEMPO DA “MISTAGOGIA”

37.  Terminada esta última etapa, a comunidade unida aos neófitos, quer pela meditação do Evangelho e pela participação da Eucaristia, quer pela prática da caridade, vai progredindo no conhecimento mais profundo do mistério pascal e na vivência cada vez maior,(...), Istoé, o tempo da “mistagogia” dos neófitos.

38.  (...)  Os neófitos foram renovados espiritualmente, saborearam mais intimamente a boa palavra de Deus, entraram em comunhão com o Espírito Santo e experimentaram quão suave é o Senhor.
39.  A recente participação nos sacramentos, (...)  reflete na experiência comunitária, tornando mais fácil e proveitoso para os neófitos o relacionamento com os outros fiéis.(...)

40.  Como a índole e a eficácia próprias desse tempo provem dessa experiência nova e pessoal dos sacramentos e da comunidade, o lugar primordial da “mistagogia” são chamadas “missas pelos neófitos” ou as missas dos domingos de Páscoa.(...)  Toda a comunidade local, com os neófitos e seus padrinhos, deve pois, ser convidada para essas missas. (Com leituras apropriadas, sobretudo no ano “A” do Lecionário.